Monumentos Históricos Brasil: Fortaleza dos Reis Magos

Fortaleza dos Reis Magos


Estado: Rio Grande do Norte (RN)
Cidade: Natal
Região: Nordeste


Fortaleza dos Reis Magos

A Fortaleza da Barra do Rio Grande, popularmente conhecida como Forte dos Reis Magos ou Fortaleza dos Reis Magos, localiza-se na cidade de Natal, no estado brasileiro do Rio Grande do Norte.

A fortaleza foi o marco inicial da cidade — fundada em 25 de Dezembro de 1599 —, no lado direito da barra do rio Potengi (hoje próximo à Ponte Newton Navarro). Recebeu esse nome em função da data de início da sua construção, 6 de janeiro de 1598, dia de Reis pelo calendário católico.

A construção do Forte começou em seis de janeiro de 1598, dia de Reis, daí a origem do nome do Forte dos Três Reis Magos, construído na foz do Rio Potengi a 750m (setecentos e cinquenta metros) de sua barra (linha de arrebentações, permanente ou muito freqüente, de ondas junto à costa). A construção, típica instalação militar do século XVI, serviria de segurança para os portugueses, que estavam em choque com os franceses e os índios. Sua planta original é de autoria do Padre Gaspar de Saperes que fora mestre dos desenhos de engenharia na Espanha e Flandres antes de entrar para a Companhia de Jesus.

A forma atual do Forte, lembrando uma estrela de cinco pontas, surgiu em 1614, num projeto do arquiteto militar Francisco Frias de Mesquita. O Forte foi concluído em 1628, porém já em 1633 foi conquistado pelos holandeses da Companhia das Índias Ocidentais, que passam a chamá-lo de Castelo de Keulen. O domínio holandês durou duas décadas. Durante esse tempo o Forte serviu também de prisão para brasileiros e portugueses e de casa de hóspedes para personalidades como o príncipe Mauricio de Nassau e Franz Post, pintor holandês (1612-1680) que foi quem primeiro retratou o Forte.

Desde a concepção da planta original até os dias de hoje, o Forte dos Reis Magos sofreu várias intervenções, ora de natureza física como restaurações, demolições, reformas e adequações, ora relativas à própria utilização. Já serviu como sede administrativa da Capitania, Comando Militar, Quartel de Tropas e refúgio de moradores. Desde 1950, entretanto, ele foi tombado pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que até hoje zela por esse monumento de indiscutível relevância para a história, não só do Rio Grande do Norte, mas também do Brasil.

O acesso ao Forte é feito através de um passadouro de cimento armado a partir da avenida Praia do Forte, em nível mais alto, ao final do qual se desce vários degraus para alcançar a entrada onde se vê a imagem dos Reis Magos Gaspar, Belquior e Baltasar, doada por José I de Portugal (1750-1777).

O atual forte apresenta planta poligonal irregular, erguido em alvenaria de pedra e cal. Em torno do terrapleno, ao abrigo das muralhas, encontram-se dispostas a Casa de Comando, os Quartéis e os Depósitos; ao centro, ergue-se uma edificação de planta quadrangular, em dois pavimentos:

no pavimento inferior, situa-se a Capela, apresentando vãos em arco pleno;
no superior, acedido externamente por uma escada em dois lances e através de uma porta de verga reta, dispõe-se a Casa da Pólvora, coberta por uma cúpula piramidal.

Nos vértices desta pirâmide, cunhais, cornija e pináculo completam o conjunto.

No terrapleno abre-se, ainda, a Cisterna.
O acesso ao forte é feito por uma passarela, da praia ao passadiço e, a partir daí, através de uma arcada à direita, saindo para o corredor. Outra escada dá acesso ao terrapleno e ao portão para a praça.

Foto: A/D - Arquivo OpenBrasil.org
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